Faça sua parte!


1. Motivos para reciclar

Vivemos num mundo repleto de desigualdades sociais e que, não por acaso, tem como alicerce a cultura de consumo. À medida que cresce o lucro baseado no descartável, nas tecnologias obsoletas e no "novo a qualquer custo", essas desigualdades também se ampliam, assim como os danos ao meio ambiente e outros fatores de risco às pessoas e ao planeta.

A reciclagem, por si só, não é a solução dos nossos problemas. No entanto, é um importante recurso que nos ajuda a minimizar os danos já causados ao mundo e a trilhar um caminho mais sustentável nos aspectos ambientais e sociais.

Fora do ciclo da reciclagem, os resíduos resultantes do consumo humano vão para aterros e para a natureza. Poluem, ameaçam a biodiversidade e contribuem para a exploração e consequente escassez de recursos naturais.

No ciclo da reciclagem, você compra um refrigerante, separa e descarta a sua embalagem corretamente e ela é coletada e processada. Vira, assim, matéria prima para a fabricação de novos produtos que são comercializados e consumidos novamente, com potencial para permanecerem nesse ciclo.

Quanto mais responsável for a nossa forma de consumir e quanto mais reciclagem houver, menos poluição ambiental e exploração de recursos naturais ocorrerão.

Quanto mais o ciclo da reciclagem se fortalecer, mais caminharemos também para uma reformulação do modelo econômico no setor industrial, partindo de uma lógica colaborativa e circular que já motiva o trabalho de coletores e cooperativas em todo o Brasil.

Para trilhar esse caminho, precisamos lutar por políticas públicas eficientes e fazer a nossa parte cotidianamente.

2. Quais materiais podem ser reciclados

Revistas; papelão; folhas de caderno; envelopes; papéis em geral, desde que sem gorduras; potes, garrafas e tampas de plástico; garrafas de vidro; tubos e conexões de PVC; sacolas plásticas e de papel; peças plásticas; latas de alumínio ou aço; copos de vidro ou plástico; e inúmeros outros itens de plástico, vidro, metal e papel.

Baterias, pneus, óleo de cozinha e outros resíduos afins também são recicláveis ou reaproveitáveis, ainda que o descarte correto desses ocorra de forma diferente.

Não são recicláveis: papéis adesivados, carbonados, resinados, metalizados, parafinados ou plastificados; clipes metálicos; esponjas de aço; latas de tintas; cabos plásticos de panelas; isopor; acrílicos; espelhos; ampolas de medicamentos; cerâmicas; vidros temperados etc.

3. Para onde os resíduos devem ser destinados

Recicláveis comuns

Plásticos, metais, papéis, vidros e outros materiais afins devem ser destinados à coleta seletiva. No Brasil, ela é feita por cooperativas contratadas pelos municípios. Geralmente ela ocorre no formato porta-a-porta e por meio de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Você também pode reaproveitar alguns tipos de resíduos sólidos para finalidades domésticas, entre outras.

Perigosos
(recicláveis ou não)

Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e pneus, entre outros materiais, devem ser devolvidos aos seus fabricantes, distribuidores ou comerciantes. Eles têm a obrigação legal de recebê-los e destiná-los ao correto descarte ou reciclagem.

Outros

Muitos materiais que são ou não aceitos pelas cooperativas e/ou por fabricantes, distribuidores, comerciantes etc. são recebidos por empresas e instituições com interesse e capacidade de reciclar e/ou reutilizar esses materiais, inclusive para fins educacionais, sociais e outros afins.

4. Como separar e descartar os materiais

Quanto mais separado por tipo (plástico, metal, papel, vidro...), melhor para os coletores. Porém, se você não puder separar seus resíduos dessa forma, já está de bom tamanho separá-los apenas de acordo com o destino correto a ser dado para cada material, seguindo as informações da seção anterior.

O ideal é que os itens estejam limpos. Assim, o que puder ser lavado, a exemplo de embalagens plásticas e de vidro, devem ser lavados. Você pode fazer isso reutilizando água de lavagem de roupas, por exemplo.

Além disso, é importante envolver vidros, principalmente se estiverem quebrados, em papelão ou outro material similar e sinalizar que há vidro naquela embalagem. Dessa forma, os trabalhadores envolvidos na coleta não se ferem.

Durante a pandemia (Covid-19), alguns cuidados especiais são necessários desde a sua casa para evitar o contágio de quem trabalha com reciclagem. Confira a cartilha de orientação que criamos!